Orwell Entrar

Sem email · Sem número · Sem rastreio

Conversa com a tua comunidade
sem dizeres quem és.

Uma alternativa europeia ao Discord. Protege os teus dados e a tua liberdade de dizer o que pensas.

Escolhes um nome e uma palavra-passe, e entras. Não confirmas um email, não verificas um número e não mostras um documento.

No telemóvel? Instalas pelo browser, sem loja.

As tuas conversas são privadas.

Sem email, sem número de telefone, sem anúncios, sem algoritmo. Não vendemos os teus dados.

O que muda para a tua comunidade

Parece bom. Mas funciona como o Discord?

Funciona, e a arrumação é a que já conheces. Os canais ficam na barra da esquerda. Dentro de cada canal arrumas as salas por categorias. Há salas de texto e salas de voz.

Salas de texto e de voz, com duas pessoas na sala de voz
Salas de voz, com quem lá está
Conversa num canal, com nomes e horas
Uma conversa no canal
Lista de quem está no canal
Quem está no canal
Mural com duas publicações, uma com fotografia, gostos e um comentário
Mural, por ordem de chegada

Orwell vs Discord

Ponto por ponto. Na coluna da direita está o que o próprio Discord publica sobre si.

Em concreto Orwell Discord
Email para criar conta Não se pede. Obrigatório.
Número de telefone Nunca. Não existe campo para isso. Pedido para verificar a conta, e exigido por comunidades com verificação alta.
Documento ou selfie para provar a idade Nunca. Onde a lei obriga, com selfie ou documento, e para espaços com restrição de idade.
Anúncios Nenhum, em lado nenhum. Quests patrocinadas e anúncios em vídeo, no computador e no telemóvel.
Algoritmo a decidir o que vês Nenhum. O mural é por ordem de chegada. Recomendações e conteúdo patrocinado à frente do resto.
Cifra de ponta a ponta no texto Sempre. Não há maneira de a desligar. Não, e diz não ter planos para isso.
Cifra de ponta a ponta nas chamadas Sim. Voz, vídeo e ecrã partilhado. Sim, desde 2024.
Quem tem as chaves Só os aparelhos de quem conversa. Nós não temos nenhuma. O Discord, para tudo o que é texto.
O que o servidor consegue ler Nada do que dizes. Guarda as mensagens cifradas, e uma resposta de duas letras tem o mesmo tamanho que um parágrafo. As mensagens todas. É assim que a moderação de conteúdo funciona.
Vender os teus dados a terceiros Não temos dados para vender. Diz que não os vende, e usa-os para escolher a publicidade que te mostra.
Numa fuga de dados, o que sai Não guardamos emails, números nem documentos. Em Outubro de 2025 saíram cerca de 70 000 fotografias de documentos de identificação, por um fornecedor de apoio ao cliente.
Quem decide o que podes dizer A tua comunidade, pelos cargos que criar. Nós não conseguimos ler para decidir. O Discord, com regras globais aplicadas ao conteúdo.
Onde vive, e que lei se aplica União Europeia (Paris). Lei portuguesa e RGPD. Estados Unidos.
Preço Grátis. Não há versão paga nem função fechada. Grátis, com o Nitro a pagar.

Então como pagamos isto? Montamos este sistema para quem o quer só seu. É desse trabalho que vivemos, e não da tua atenção.

Queres saber como?

Cifra feita para grupos

Usamos a norma aberta RFC 9420, feita para grupos grandes. Quando alguém entra ou sai, as chaves mudam. Quem sai deixa de ler o que vier a seguir. Quem entra não lê as mensagens de antes de entrar. Recebe o mural, as publicações, as salas e os cargos do canal.

Pós-quântico por omissão

A troca de chaves junta o método clássico ao ML-KEM, que resiste a computadores quânticos. Quem guardar hoje as tuas mensagens para as abrir no futuro com um desses computadores não consegue ler nada.

Um servidor que não lê

O servidor guarda as mensagens cifradas durante 30 dias e entrega-as a quem tem a chave. Não sabe o que dizem. Uma resposta de duas letras tem o mesmo tamanho que um parágrafo. As horas ficam guardadas ao minuto, e não ao milissegundo.

A conta é um par de chaves

Não guardamos palavras-passe, por isso não há nenhuma para roubar. A palavra-passe que escolhes abre a conta no teu aparelho e nunca sai de lá. Não há email para cruzar com outros dados, nem reposição de palavra-passe que alguém possa enganar. O código tem licença AGPL-3.0.

As chamadas passam por nós cifradas

A voz, o vídeo e o ecrã passam por uma máquina nossa que os encaminha. A cifra usa uma chave do próprio canal, e essa máquina não tem chave nenhuma. Só entra na chamada quem já podia ler as mensagens do canal. A voz cifrada já funciona no Chrome, no Firefox e no Safari. Um browser que não consiga cifrar a chamada liga-se directamente aos outros, sem passar pela nossa máquina.

Vários aparelhos, uma conta

Cada aparelho que juntas à conta recebe chaves suas. O que não pode acontecer é o mesmo ficheiro da conta ser aberto em dois aparelhos ao mesmo tempo. As chaves dos canais deixam de bater certo e não há maneira de as reparar depois. Por isso a aplicação avisa-te antes de deixar tentar.

Browser ou app

No browser abres e começas, sem instalar nada. A aplicação para computador faz o mesmo e mais duas coisas. Avisa-te de mensagens novas com a janela fechada. E guarda as tuas chaves fora da página que mostra as conversas.

Uma conta serve até quatro aparelhos. A conta é uma chave tua, e não um registo nosso. Vive no aparelho onde a criaste. É daí que juntas os outros: nas Configurações, esse aparelho mostra um código e o aparelho novo lê-o. Cada aparelho vê as conversas a partir do dia em que entra. Podes guardar uma cópia da conta num ficheiro, com uma palavra-passe só para esse ficheiro. Nunca abras o mesmo ficheiro em dois sítios: isso parte a cifra dos canais, e a aplicação avisa-te antes. Se perderes a palavra-passe da conta e não tiveres cópia, a conta perde-se.

Antes de instalares: a aplicação não tem assinatura comercial, por isso o teu sistema vai desconfiar da primeira vez. A página de descargas diz-te onde carregar. Também traz a soma de cada ficheiro, para confirmares que veio mesmo daqui.

No telemóvel usas a aplicação do browser, posta no ecrã principal. Não há aplicação nas lojas. Os passos e os limites estão a seguir.

No telemóvel

Não há aplicação nas lojas. Usas a do browser, e o telemóvel deixa-te pô-la no ecrã principal. Fica com ícone próprio e abre numa janela sua, sem barra de endereço. É a mesma de orwell.pt/app. Não tens de instalar actualizações: cada vez que a abres, recebes a versão mais recente. Se sair uma versão nova enquanto a usas, aparece «Há uma versão nova do Orwell», com um botão para recarregar.

Android no Chrome

  1. Abre orwell.pt/app no Chrome.
  2. Toca nos três pontos, ao lado da barra de endereço.
  3. Escolhe «Adicionar ao ecrã principal». Em algumas versões do Chrome, esta opção chama-se «Instalar aplicação» ou «Instalar e criar atalho».
  4. Confirma em «Instalar». A conta que já tinhas no Chrome continua lá.

iPhone e iPad no Safari

  1. Abre orwell.pt/app no Safari. Noutros browsers a opção pode não existir.
  2. Toca em Partilhar, o quadrado com a seta para cima. No iOS 26 pode estar dentro do botão dos três pontos.
  3. Desce na lista e escolhe «Adicionar ao ecrã principal». Se aparecer a opção de abrir como aplicação web, deixa-a ligada.
  4. Toca em «Adicionar».
  5. Cria ou importa a conta já dentro do ícone novo. O iOS guarda os dados do ícone à parte dos do Safari, e uma conta criada no Safari não aparece lá.

Abrir orwell.pt/app

Antes de instalares

Sem notificações com a aplicação fechada. Para chegarem ao telemóvel nessa altura, teriam de passar pela Apple ou pela Google. É uma decisão de privacidade que ainda não tomámos. Com a aplicação aberta, os avisos chegam como no browser.

A conta do computador junta-se ao telemóvel a partir do computador. No computador, vai a Configurações, «Aparelhos», «Acrescentar aparelho». Aparece um código. No telemóvel, no ecrã de entrada, escolhe «Juntar este aparelho a uma conta» e lê o código com a câmara, ou cola o link. Os dois ecrãs mostram seis palavras. Continua só se forem iguais. O telemóvel vê as conversas a partir desse momento e não tem a chave da conta: acrescentar ou tirar aparelhos faz-se sempre no computador. Não importes no telemóvel o ficheiro .enclave do computador para o continuares a usar nos dois. Uma conta aberta em dois sítios parte a cifra dos canais, de vez.

No iPhone, iOS 15.4 ou mais recente. Nas versões anteriores não há chamadas cifradas. Com o Modo de Segurança Extrema ligado, o Orwell não funciona, porque esse modo desliga o sítio onde a conta se guarda e as chamadas.

O desenho nasceu no computador. No telemóvel funciona, mas alguns ecrãs ainda ficam apertados. Estamos a adaptá-los.

Procuramos embaixadores

Tens uma comunidade no Discord, no TeamSpeak, no Root, num servidor próprio ou noutra app? Traz o administrador e a comunidade para o Orwell, e testem a app connosco. Não te vendemos nada. Tu testas, e quem faz a app ouve-te.

Cria conta, entra no canal Orwell e escreve «quero ser embaixador» com o nome da tua comunidade. Respondemos lá.

O Orwell está na versão 1.0. Ainda há coisas por fazer, e é por isso que os embaixadores contam.

Quem cuida do servidor

Somos nós que operamos o orwell.pt, a partir de Portugal. O servidor está na União Europeia. Nenhuma empresa de apoio ao cliente tem cópias dos teus documentos, porque nunca tos pedimos. Nenhuma rede de publicidade recebe um perfil teu, porque não fazemos perfis. Não temos investidores à espera de ganhar dinheiro com os teus dados.

Pagamos as contas assim: montamos este mesmo sistema para quem o quer só seu, com a sua marca e a sua gente. O orwell.pt mostra esse trabalho a funcionar. Quem o usa não paga com os seus dados.